Farmacognosia Da Planta Ao Medicamento Pdf
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Plantas medicinais possuem princípios ativos que ajudam no tratamento de doenças e podem levar à cura. São utilizadas por meio de chás ou infusões, que devem ser ingeridos enquanto durar o tratamento. Ainda hoje, nas regiões mais pobres do país, estas plantas vêm sendo comercializadas em feiras livres, mercados, sendo ainda encontradas em quintais para seu uso fitoterápico. Entretanto, na última década as plantas medicinais têm se destacado como produto de valor agregado, onde o número de países que importam essa matéria-prima vem se ampliando, compreendendo países como Alemanha, Estados Unidos, Singapura, Malásia e Japão, estes os maiores importadores de plantas medicinais e aromáticas. Assim, este trabalho refere-se a um estudo prospectivo de artigos e patentes relacionadas a espécies de plantas de interesse medicinal, onde são verificados alguns indicadores que demonstram a importância do conhecimento da utilização das mesmas, bem como o interesse de mercado.
SIMÕES, C. M. O.; SCHENKEL, E. P.; GOSMANN, G.; DE MELLO, J. C. P.; MENTZ, L. A.; PETROVICK, P.R. (Org.). Farmacognosia: da planta ao medicamento. 4. ed. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS; Ed. da UFSC, 2002.
Foi realizado um levantamento das plantas utilizadas como medicinais por moradores do bairro Ponta Grossa e Agentes Comunitários de Saúde, que lhes prestam assistência junto ao Posto de Saúde da Família do bairro Ponta Grossa, Porto Alegre, Rio Grande do Sul. As entrevistas, estruturadas, na forma de questionários para obtenção de dados socioculturais e semi-estruturadas, para o levantamento dos dados sobre as plantas, resultaram na coleta de 150 espécies, pertencentes a 59 famílias. As famílias com maior número de espécies foram Asteraceae e Lamiaceae. As partes das plantas mais utilizadas foram folhas e partes aéreas, sendo o chá a principal forma de utilização. As doenças e/ou sintomas mais mencionados foram os relacionados aos aparelhos digestório e respiratório. Os nomes populares foram analisados, tendo sido encontradas 56 espécies com etno-homônimos e 73 espécies com etno-sinônimos verdadeiros ou falsos.
GHEDINI, P.C.; DORIGONI, P.A.; ALMEIDA, C.E.; ETHUR, A.B.M.; LOPES, A.M.V.; ZÁCHIA, R.A. 2002. Levantamento de dados sobre plantas medicinais de uso popular no município de São João do Polêsine, RS. II- Emprego de preparações caseira de uso medicinal. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, Botucatu, v. 5, n. 1, p. 46-55.
REIS, M.S.; MARIOT, A.; STEENBOCK, W. 2003. Diversidade e domesticação de plantas medicinais. In: SIMÕES, C.M.O.; SCHENKEL, E.P.; GOSMAN, G.; MELLO, J.C.P.; MENTZ, L.A.; PETROVICK, P.R. (Ed.). Farmacognosia: da planta ao medicamento. 5. ed. Porto Alegre/Florianópolis: Editora da UFRGS/Editora da UFSC. p. 45-74.
SANTOS, R.I. 2003. Metabolismo básico e origem dos metabólitos secundários. In: SIMÕES, C.M.O.; SCHENKEL, E.P.; GOSMAN, G.; MELLO, J.C.P.; MENTZ, L.A.; PETROVICK, P.R. (Ed.). Farmacognosia: da planta ao medicamento. 5. ed. Porto Alegre/Florianópolis: Editora da UFRGS/Editora da UFSC. p. 403-434.
Descreveram-se as características etnobotânicas, farmacológicas e químicas das plantas medicinais: Alcaçuz e Espinheira-Santa, utilizadas no tratamento de distúrbios do trato gastrointestinal quanto à eficácia terapêutica e identificar os componentes ativos de cada espécie. Trata-se de um estudo de revisão de literatura, onde foram realizados levantamentos de dado em revistas eletrônicas como a Scielo, Lilacs, Bireme e BVS, publicados de 2003 a 2018, com as palavras-chave: Plantas Medicinais. Gastrite. Tratamento. Biodiversidade; Eficácia Terapêutica. Foram encontrados nas duas espécies medicinais analisadas, metabólitos secundários com propriedades farmacológicas para o sistema gastrointestinal, tendo sido encontrados espécimes químicos como Taninos, Saponinas, Flavonóides e Terpenos. Constatou-se que o Alcaçuz e a Espinheira-Santa são relatados frequentemente com papel no tratamento de distúrbios gastrointestinais, descrevendo-se tanto um efeito protetor do muco citogastroprotetor quanto na recuperação das células de revestimento estomacal.
Simões, C. M. O., Schenkel, E. P., Gosmann, G., Mello, J. C. P., Mentz, L. A., & Petrovick, P. R. (2007). Farmacognosia: da planta ao medicamento. 1002 pg. Porto Alegre/Florianópolis: Editora da UFSC/Editora da UFRGS.
A fitoterapia tem origem da junção das palavras Phito que significa plantas e therapia que quer dizer tratamento. Baseado na etimologia da palavra podemos concluir que a fitoterapia tem como principal foco a terapia de doenças através da utilização das plantas. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA, medicamentos fitoterápicos são fármacos obtidos pela utilização exclusiva de matérias-primas vegetais, ou seja, que possuem compostos exclusivamente vegetais, portanto aquelas drogas cuja sua composição contenham outras substâncias ativas sejam isoladas, sintéticas ou naturais, ou associações com extratos vegetais não são consideradas por não conterem exclusivamente extratos vegetais. É importante lembrar que qualquer produto farmacêutico, independentemente da forma farmacêutica como, extrato, tintura, pomada, cápsula ou outros que utilizarem matéria-prima extraídas de uma planta medicinal pode ser considerada fitoterápica.
Drogas fitoterápicas são caracterizadas por terem eficácia, qualidade e riscos da utilização destes compostos bem definidos e conhecidos, portanto a segurança e eficácia devem ser comprovadas através de documentações tecnocientíficas, ou estudos farmacológicos e toxicológicos. O controle desde o cultivo, plantio e produção dessas drogas é intenso justamente para garantir que a qualidade seja alcançada e esses medicamentos sejam efetivos nos tratamentos das respectivas enfermidades. Na fitoterapia também podem ser utilizadas as plantas medicinais e drogas vegetais, que devem, assim como as drogas fitoterápicas, passar por um rigoroso processo de produção visando a melhoria na qualidade de produção de metabólitos secundários pelas plantas.
Pelo fato da fitoterapia ser um tratamento à base de plantas medicinais, drogas vegetais e medicamentos fitoterápicos há o errôneo conceito de que esse tipo de tratamento, por ser natural, não trazer consigo riscos de intoxicação ou de possíveis interações medicamentosas. Os riscos da utilização de medicamentos alopáticos são maiores por se tratarem de drogas sintéticas e semissintéticas, porém drogas naturais também podem trazer riscos por alta dosagem como drogas que possuam grande quantidades de metabólitos secundários ou até mesmo por sua metabolização no corpo, gerando compostos tóxicos ou diminuindo a excreção de toxinas ou metabólitos tóxicos de outros medicamentos que estejam em uso concomitante.
As plantas possuem princípios ativos naturais, que são também chamados de metabólitos secundários. Esses metabólitos são importantes para a defesa das plantas diminuindo a palatabilidade, gerando resíduos tóxicos para determinados predadores, possuem também ação antibacteriana, antiparasitária, antifúngica para evitar pragas de diversos tipos. Para o ser humano alguns desses metabólitos secundários possuem ações terapêuticas, o que leva a utilização destes compostos em diversos medicamentos.
Dentre os metabólitos secundários extraídos de plantas medicinais para uso farmacológico temos: os Taninos, que possuem ação antioxidante, anti-inflamatória, antimicrobiana, antidiarreica e até ação antiviral, os Flavonoides que também possuem ação anti-inflamatória, antioxidante, anticarcinogênica e antialérgica; dentre os metabólitos também temos os óleos essenciais utilizados na terapia por aromas, usados também como essências em cosméticos como perfumes, condicionadores, shampoos, sabonetes em barra ou líquidos. As saponinas, também metabólitos extraídos de plantas medicinais, possuem diversas ações terapêuticas, como expectorantes, diuréticos, laxativos e hipocolesterolemiante. Existem diversos outros tipos de metabólitos secundários com ações diversas presente em diferentes espécies de plantas com concentrações variadas, e apesar de já conhecidos a ciência busca entendê-los cada vez melhor para extrair outras variedades de drogas com efeitos em diversas patologias, com o intuito de disponibilizar outras opções terapêuticas ainda não ofertadas no mercado farmacêutico. 153554b96e
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